Somos totalmente contra a exploração e os experimentos em animais, porque nenhum ser vivo merece sofrer ou ser submetido a testes sem escolha. Por isso, ao relembrarmos a história de Laika e de outros cães que viajaram ao espaço, não buscamos enaltecer essas práticas, mas sim prestar uma justa homenagem ao legado que deixaram. Embora nunca tenham escolhido esses destinos, seus sacrifícios involuntários impulsionaram a exploração espacial. Portanto, devemos lembrar deles com respeito e compaixão, além de reforçar a necessidade de desenvolver métodos científicos que não utilizem animais.
Desde o início da exploração espacial, cientistas usaram cães para avançar nas pesquisas científicas. Entre esses heróis, Laika se destacou como a cadela mais famosa. No entanto, outros cães também ajudaram a desenvolver a tecnologia espacial e a compreender os efeitos das viagens espaciais nos seres vivos.
Laika: A Primeira Viajante do Espaço
Em 3 de novembro de 1957, a União Soviética lançou a cadela Laika ao espaço a bordo do satélite Sputnik 2, tornando-a o primeiro ser vivo a orbitar a Terra. Os cientistas a escolheram entre cães abandonados nas ruas de Moscou por sua resistência e adaptação a condições adversas. Eles queriam testar os efeitos da exposição ao espaço em um organismo vivo, já que, até então, não sabiam se seres vivos poderiam sobreviver ao lançamento e à microgravidade.
Infelizmente, Laika não sobreviveu, morreu poucas horas após o lançamento. Mesmo assim, sua contribuição foi essencial para futuras missões tripuladas, incluindo o voo histórico de Yuri Gagarin em 1961.
Antes de ser selecionada para a missão, Laika se chamava Kudryavka, que significa “Pequena Encaracolada” em russo. Os cientistas adotaram o nome “Laika” posteriormente, em referência a uma raça de cães do tipo spitz muito comum na Rússia.
Cães no Espaço: Belka e Strelka
A União Soviética manteve o envio de cães ao espaço em diversas missões de teste. Em 19 de agosto de 1960, os cientistas lançaram Belka e Strelka a bordo do Sputnik 5. Diferente de Laika, essas cadelas completaram a missão com sucesso e retornaram à Terra em segurança, tornando-se os primeiros seres vivos a viajar ao espaço e regressar com vida.
O sucesso de Belka e Strelka confirmou que os cientistas poderiam enviar e trazer seres vivos do espaço, abrindo caminho para a primeira missão tripulada humana. Após o retorno, as duas cadelas se tornaram verdadeiras celebridades na União Soviética.
Depois da missão, Strelka teve uma ninhada e os soviéticos presentearam um de seus filhotes, chamado Pushinka, à primeira-dama dos Estados Unidos, Jacqueline Kennedy. Esse gesto simbólico aconteceu durante a Guerra Fria e representou uma tentativa de diplomacia entre as duas superpotências mundiais.
Dentre outros cães notáveis, Bars e Lisichka infelizmente perderam a vida em um teste falho em 1960. Já em 1966, Veterok e Ugolyok permaneceram 22 dias no espaço, estabelecendo um recorde de permanência orbital que apenas os humanos conseguiram superar muitos anos depois.
Legado: Cães no Espaço
Infelizmente, muitos cães perderam a vida nessas missões. Somos contra experimentos em animais de qualquer forma, mas, naquela época, a mentalidade era bem diferente. Por isso, devemos lembrar sempre desses pequenos heróis e prestar-lhes a devida homenagem!
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Fonte: NASA